Netanyahu diz que ‘fortes indícios’ de presença de reféns motivaram operação no maior hospital de Gaza

A operação em Al Shifa, o maior hospital da Faixa de Gaza, tem acontecido desde o começo da semana, contudo, foi na quarta-feira, que os israelenses entraram no local. Segundo Israel, o Hamas utiliza o hospital de Al Shifa para esconder suas infraestruturas de comando, uma acusação corroborada por Washington e negada pelo movimento islamista. Em entrevista à rede americana ‘CBS’ transmitida na quinta, mencionada pelo jornal ‘The Times of Israel’, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse que a operação no local aconteceu porque havia fortes indícios de que reféns capturados pelo grupo islâmico eram mantidos no hospital. Segundo ele, inteligência israelense tem novas informações sobre as vítimas, mas que não iria revelar detalhes. Dentro do hospital as Forças de Defesa de Israel afirmaram que encontraram munições, armas e equipamentos militares do Hamas escondidos. “Temos provas de que o hospital estava sendo utilizado para fins militares e terroristas, contrariamente ao direito internacional”, declarou o porta-voz do Exército, Daniel Hagari, à imprensa.

Nesta sexta-feira, 17, o Exército de Israel encontrou o segundo corpo de uma refém do Hamas perto do hospital Al Shifa, região que tem sido um dos picos do conflito entre os israelenses e o grupo islâmico. A vítima da vez é a militar Noa Marciano, de 19 anos, que já tinha tido sua morte anunciada na terça-feira, após o Hamas divulgar na segunda uma imagem da soldado e dizer que ela tinha sido morta em um bombardeio israelense. “O corpo de Noa Marciano (…) foi retirado pelas tropas do Exército israelense de uma estrutura anexa ao hospital Al Shifa, na Faixa de Gaza, e foi levado para o território israelense”, afirma um comunicado militar. Este é o segundo corpo de refém encontrado em menos de 24 horas pelo Exército israelense no território palestino.

Noa Marciano

Israel confirma morte de militar Noa Marciano, que foi sequestrada pelo Hamas │BRAÇO MILITAR DO HAMAS/ARQUIVOPESSOAL/REUTERS

Na quinta-feira, o Exército de Israel tinha encontrado o corpo de Yehudit Weiss, 65 anos, uma refém “assassinada pelos terroristas da Faixa de Gaza” depois de ter sido sequestrada pelo Hamas em 7 de outubro no kibutz de Beeri, sul de Israel. Noa Marciano foi sequestrada no mesmo dia na base de Nahal Oz, perto da Faixa de Gaza, durante o ataque sem precedentes executado pelo Hamas no sul de Israel, que resultou nas mortes de 1.200 pessoas, a maioria civis, segundo as autoridades israelenses. Quase 240 reféns, entre civis e militares, foram levados pelo Hamas para Gaza no mesmo dia, segundo o Exército. Em represália, Israel bombardeia de modo incessante o território palestino, onde morreram mais de 11.500 pessoas, a maioria civis, segundo o Hamas.

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