Ônibus com estrangeiros saem de Gaza com destino ao Egito pelo 2º dia consecutivo; brasileiros ainda aguardam autorização

Pelo menos quatro ônibus com entre 50 e 60 palestinos com passaporte estrangeiro e cidadãos de outros países deixaram nesta quinta-feira, 2, a Faixa de Gaza, controlada pelo Hamas, e seguiram em direção ao Egito através da passagem de Rafah. A Agência EFE conseguiu verificar no terreno a saída dos ônibus do enclave palestino, no segundo dia de uma operação de evacuação de Gaza de estrangeiros e palestinos com passaportes de outros países, bem como de feridos. O porta-voz do gabinete de comunicação do governo do Hamas, Salama Maruf, tinha anunciado nesta quinta-feira que cerca de 60 ferido  e 400 palestinos com passaporte estrangeiro e cidadãos de outros países deixariam Gaza hoje com destino ao Egito através de Rafah. Maruf especificou em um tweet que nesse grupo há pessoas de 16 nacionalidades diferentes.

A Autoridade de Travessias e Fronteiras de Gaza, vinculada ao Ministério do Interior do Hamas, publicou nesta quinta-feira, tal como na véspera, uma lista de pessoas que deverão atravessar para o Egito hoje, em um total de 578. Segundo o embaixador do Brasil na Cisjordânia, Alessandro Candeas, os brasileiros ainda não foram autorizados a atravessar a fronteira. O maior grupo dentre estas pessoas são americanos e palestinos com passaportes dos EUA, em um total de 400, seguidos por belgas e holandeses. A lista inclui ainda duas mulheres mexicanas, bem como sul-coreanos, gregos, croatas, húngaros e suíços, entre outras nacionalidades, bem como funcionários da ONU com passaporte italiano.

Ontem foi a primeira vez, desde o início do conflito entre o Hamas e Israel, em 7 de outubro, que a passagem foi aberta para essa finalidade. Anteriormente, só era permitida a entrada de ajuda humanitária no enclave palestino. Paralelamente, cerca de 335 palestinos com passaportes estrangeiros e cidadãos de outros países residentes na Faixa chegaram ao Egito ontem graças a um acordo mediado pelo Catar com Israel, Hamas e o governo egípcio.

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