O ex-deputado federal Rubens Pereira (Rubão), apontado como um dos principais financiadores da campanha de Dico da Farmácia e Fábio de Zé Preto em Bequimão, foi alvo de uma operação da Polícia Federal deflagrada nesta quinta-feira (21). Na internet, há diversos registros de reuniões, encontros e articulações políticas envolvendo o grupo durante a disputa eleitoral de 2024. O deputado federal Rubens Pereira Júnior, filho de Rubão, chegou a subir no palanque de Dico e Fábio durante a campanha.
As investigações apuram um suposto esquema de desvio de recursos públicos para o financiamento de campanhas eleitorais no Maranhão.
Segundo a Polícia Federal, foram identificadas empresas de fachada, contratos simulados e emissão de notas fiscais frias utilizados para abastecer campanhas com dinheiro de origem suspeita.
“O grupo também operava mediante contas bancárias de terceiros e realizava outras práticas típicas de lavagem de dinheiro”, informou a PF em nota oficial.
Quem também apareceu ao lado do grupo político foi a vereadora Raquel Paixão, conhecida por fazer discursos duros contra adversários e levantar bandeiras de moralidade na política, mas que integrou o mesmo grupo político agora citado no contexto das investigações conduzidas pela Polícia Federal.
Ainda de acordo com os investigadores, nos 15 dias que antecederam o pleito eleitoral de 2024, foram movimentados mais de R$ 1,9 milhão, sendo distribuídos mais de R$ 1,2 milhão para candidatos e intermediários.
“Há indícios de que parte significativa desses recursos tenha origem em contratos públicos desviados para fins eleitorais. Até o momento, foram identificados vários candidatos beneficiados pelo esquema, em diversos municípios do estado”, acrescenta a nota da Polícia Federal.
Por determinação do Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA), foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão, além do afastamento dos sigilos bancário, fiscal e telemático dos investigados. A Justiça também determinou o afastamento de quatro servidores públicos e a indisponibilidade de bens no valor de R$ 2 milhões.
Os investigados poderão responder por crimes de caixa dois eleitoral, corrupção eleitoral, lavagem de dinheiro, organização criminosa, crimes contra a Administração Pública e desvio de recursos públicos.